Livro de Soror Saudade - Florbela Espanca

Livro de Soror Saudade – Florbela Espanca

Descrição do livro

Livro de Soror Saudade é um livro de poesia de Florbela Espanca publicado em Janeiro de 1923. Editado em Lisboa pela Tipografia A Americana contém trinta e seis sonetos.
A poetisa iniciou o trabalho sobre a coletânea logo depois de ter editado a sua primeira obra, o Livro de Mágoas (1919). Primeiramente, o título do livro oscilou entre Livro do Nosso Amor e Claustro de Quimeras, conforme o atestam dois diferentes manuscritos depositados na Biblioteca Nacional de Lisboa. O Livro de Soror Saudade é uma refundição dos dois manuscritos anteriores. As provas tipográficas do volume acham-se também no espólio da Biblioteca Nacional de Lisboa.
O livro era inicialmente dedicado ao segundo marido de Florbela, António Guimarães, mas a dedicatória incluída no Claustro de Quimeras acabou por não ser editada. Foi uma das numerosas alterações feitas no livro antes de ser publicado. Uma parte delas foi provavelmente introduzida pelo editor, Francisco Lage (amigo de Florbela e dramaturgo). A crítica reagiu positivamente aos novos versos da poetisa, com destaque para o “Século da Noite”, que manifestou grande apreço pela obra recém-publicada. Também o público apreciou o livro – a tiragem (duzentos exemplares custeados por João Maria Espanca ) esgotou-se rapidamente.
Florbela expõe no Livro de Soror Saudade o sentimento vivo do amor e da paixão, pelo qual se entrega totalmente, e que fá-la despertar para a vida. Opta, portanto, por dar menos ênfase à temática da saudade antes abordada. Por outro lado, Florbela reforça a importância do motivo do beijo na sua poesia, embora este livro, bem como o nome que lhe serve de título, “Soror Saudade” representem uma fuga ao prazer.
“Ainda influenciado por uma tendência saudosista, o livro acusa igualmente a presença do romantismo de fim de século, acompanhado por um crescendo na abordagem erótica, destacando-se nele os sonetos «Maria das Quimeras» (de tom biográfico), «Hora que Passa», «Princesa Desalento» e (…) o poema que lhe empresta o título, «Soror Saudade», um epíteto criado por Américo Durão.”

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